terça-feira, 22 de julho de 2014

Falece no triunfo

 É mais ou menos assim: um insight e bum! Não demora mais do que cinco segundos. Dizem por aí que são necessários exatos cinco segundos – nem mais, nem menos – para gostar ou não gostar de alguém, mas não tenho certeza. O meu parecer é bem maior que isso...
De novo, pensei. Ora, de novo o sussurro familiar, aquela fincada no fundo do peito que prediz: não é pra ser. Ignorar os indícios não parece sábio, mas também não há nada de sábio no seu silêncio. Tic tac. A cada segundo de uma irresposta, um batimento do desespero. Agonizar ignorantemente, sem sentido algum, pointless. Como é que é possível vivenciar esse tipo de desejo sem a ignorância?
As vendas que vedam a racionalidade são necessárias. Eu ainda não sei se gostaria ou não de sentir isto, no entanto eu posso afirmar com todas as letras: a euforia dói. Gostar de alguém, desejar alguém como eu o desejo requer um esforço que aperta, repuxa e atiça a minha bomba nuclear (no vulgar, coração) cheia de nervos. 
Palavras bonitas são ditas e nem mil quinhentos e uma delas pode amortecer o arranhão de um silêncio. É isso o que faz o mundo girar, no fundo. É essa energia, produzida por um coração desenfreado, que forma um campo de força destrutivo. O impulso vem todo daí, e a inconsequência é um apelo dolorido das engrenagens sendo brutalmente puxadas. São necessários cinco míseros segundos. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário