A mensagem é clara, mais do que
deveria. Clara como feixes de luz que atravessam meu peito, cristalizados e
afiados. Não há muito o que dizer sobre isso. A dor é tão forte que caio de
joelhos, cabisbaixa, como quem proclama uma prece com descrença. A dor vem
em ondas de desespero. Tenho a sensação de que meu interior corre
exaustivamente à procura de um espaço capaz de comportar minha tristeza, ciente
de que esse espaço está fora do meu alcance. Meu interior está pesando cada vez
mais em meu exterior e hoje meu grito não tem som.
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