A = Área de seção transversal (m²)
ℓ = comprimento do condutor (m)
ρ = lê-se "rô", resistividade
linear (Ω m) I AM A PLAGUE I
AM A PLAGUE I AM A PLAGUE I AM A PLAGUE I AM A PLAGUE I AM A PLAGUE I AM A
PLAGUE.
De repente, não era mais a tinta da caneta
que escrevia. Um resíduo preto viscoso pingou no caderno e a mancha foi se
separando, formando o contorno do que parecia ser um rosto. A primeira parte
distinguível que se formou foi um olho distorcido, e logo em seguida podia-se
observar o outro olho brotando em perfeita assimetria. Riscos deslizavam pela
folha e indicavam um nariz achatado, embaixo dele formou-se um anel grotesco
que antecedia a boca ridiculamente pequena.
O contorno se fechou na imitação de um
rosto quase circular e, enquanto chuviscava riscos no que deveria ser o cabelo,
algo que recendia a um olho de Horus infantilizado surgiu, bem no meio da
testa. O terceiro olho marejou-se de preto e as lágrimas residuosas escoavam
pela pupila, borrando o que sobrou do papel. Por onde escorria, a gosma
lacrimal abria feridas no caderno, feridas que mais... se pareciam... lagartas.
PRAGA.
Ela olhou para o caderno uma última vez,
abismada com tamanho show de horrores, se perguntando como havia aquilo tudo
acontecido. Será que estava ficando louca de vez? Antes que ela
respondesse mentalmente suas perguntas, as duas mãos já eram gosmas
lagartinosas. O resíduo viscoso do caderno, ela percebeu com pavor, pingava não
do teto, mas de sua própria testa - para ser mais precisa, de seu terceiro
olho. Passou a mão no rosto, tomada pelo horror, e descobriu: ela era a
praga.
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